Mulher, o que você faz da vida?

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My name is Maria Izabel, I am a journalist, pastry chef and I work as a consultant at Calix Food Business. #AskMeWhatIDo #Brazil #Brasil #AskMeWhatIDoBrazil // Meu nome é Maria Izabel, eu sou jornalista, chef confeiteira e trabalho como consultora na Calix Negócios em Gastronomia. #AskMeWhatIDo #Brazil #Brasil #AskMeWhatIDoBrazil

Nossa empresa é orgulhosamente composta por mulheres e não há um viés feminista nesse orgulho, mas o velho discurso da igualdade. Na cerimônia do Oscar desse ano a queridíssima Patricia Arquette deu um show de atitude a trazer o tema aos holofotes.

Na entrega do prêmio anual da GLAAD, na semana passada, Kerry Washington foi ovacionada durante sua fala quando explicou que no dia seguinte todos estariam clicando para ver o que ‘aquela mulher do seriado Scandal tinha dito na premiação’ e para aproveitar o espaço ela falaria sobre algumas coisas (cá estamos nós, clicando mesmo).

Também na semana passada a dona de um dos nomes mais famosos da história mundial das fofocas presidenciais quebrou o silêncio, depois de quase duas décadas, para falar sobre o momento em que se tornou uma das pessoas mais promíscuas e sem valor de todos os tempos (na versão midiática do caso). O discurso de Monica Lewinski vai te emocionar, mesmo que você seja Team Hilary. Nessa onda de resgate do valor feminino, nossa sugestão é que você coloque o posicionamento histórico-político-sociais de lado para fazer uma reflexão simples: pesquisas mostram que para cada 1 dolár pago em salário para um homem, uma mulher recebe apenas 77 centavos. E se ela for negra, apenas 53 centavos. Sim, pela execução da mesma tarefa. E a pergunta é: você acha isso justo?

Durante um evento realizado no Texas há poucos dias, em um painel sobre liderança feminina, uma das fundadoras do The Muse (site que promete revolucionar a gestão de carreiras e busca por empregos) Kathryn Minshew, contou que ela havia percebido que sempre que acompanhava os sócios (homens) em reuniões informais ou eventos sociais ligados ao trabalho, ouvia as pessoas perguntando à eles o que eles faziam, qual era sua formação, atividade, empresa, carreira etc. Nunca perguntaram isso à ela, porque sempre imaginaram que ela era apenas uma namorada, esposa ou acompanhante dos verdadeiros executores do negócio. Ledo engano.

Mas essa constatação deu origem ao movimento Ask Me What I Do (Pergunte-me o que eu faço), lançada por Kristin Dudley, profissional de marketing do Comcast. A ideia é que as mulheres sejam as primeiras a valorizar suas carreiras e os espaços conquistados no mercado de trabalho, postando uma foto, com a descrição do seu cargo e a hashtag #AskMeWhatIDo. A matéria sobre o assunto, publicada na Refinary 29, explica ainda que, é claro que uma selfie não vai mudar o comportamento da sociedade, mas deve fazer com que o assunto seja cada vez mais tema de conversas. Então, mulher, amiga, mãe, vizinha, colega, o que você faz?

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